Como criar personalidades exóticas para seus dragões no D&D

Se todos os dragões da sua mesa têm a mesma personalidade, hoje eu vou mostrar como mudar isso usando o próprio livro.

Já temos 10 dragões comuns com personalidades diferentes e também o fator da idade mental. Um jovem pensa diferente de um adulto, e um adulto pensa diferente de um ancião. Isso já dá base para múltiplas personalidades.

Por exemplo: 10 dragões vezes três idades mentais diferentes naturalmente é igual a 30 tipos de dragões para encaixar em praticamente tudo. Até aí normal, todavia cada espécie tem sua personalidade, por issso te convido a expandir ainda mais o raciocínio.

Método para criar personalidades dracônicas diferentes

Faz todo sentido para mim que, se existem meio-dragões — ou seja, filhos de dragões com monstruosidades, bestas e humanoides —, por que os próprios dragões não podem copular entre si e gerar filhos que unem duas personalidades para criar uma totalmente nova?

Claro que a história do porque diabos um metálico e um cromático se uniram tem que ser absurdamente amarrada, isso se você joga com um velho de 70 anos só de RPG que vai ficar dando pitaco no seu ouvido. Mas se está só você, seu primo e seu cunhado que têm pouca experiência, aí você não precisa de tanto.

No entanto, é interessante justificar para dar imersão e saber exatamente que novo bicho é esse. Talvez fosse experimento de um mago, mas, seja como for, recomendo existir um único dragão híbrido desse na história, visto que esse evento seria absurdamente raro.

Tanto que mecanicamente não temos um template desse monstro no manual; por isso, recomendo usar o dragão mais fraco da união como base e tirar a imunidade dracônica dele. O ideal é deixá-lo nerfado para combinar com o híbrido de duas espécies, que naturalmente seria mais fraco ou bizarro. Mas obviamente você pode dizer que é ainda mais poderoso, sem nenhum problema!

Observe quão rico é isso: os dragões comuns somados a todas as uniões possíveis, obedecendo a cada estágio da idade, te dão não apenas 30 arquétipos, mas agora 165 para encaixar no que você quiser. E o melhor: o híbrido não precisa ser igual ao original. Não ter resistência ao sopro e outros poréns vai fazê-lo ter ciência de que não é um dragão puro. Isso pode quebrar o que os dragões mais têm: o orgulho! Sim, um dragão com complexos! Isso cria um vilão mais profundo e realista, justificando o fato de ele ser doido. Não é aquele clichê do "eu sou mau porque tá no meu sangue e piriri pororó".

O mais legal da ideia é o exercício criativo de unir duas personalidades. Por exemplo, um dragão de latão (que gosta de falar bastante) se unindo com um dragão branco (que é selvagem e hostil) geraria um dragão que xinga muito ou que fala muita bosta.

Imagina um dragão ganancioso como o vermelho e curioso como o de latão: assim surge um dragão que gosta de fofocar sobre a vida dos outros, transformando-se na sua vizinha Lurdes.

O dragão verde é manipulador, enquanto o dragão de prata gosta de ajudar as pessoas; dessa união, nasce um dragão que sente que deve proteger, mas acredita que as pessoas são o problema contra a própria segurança delas, e é por isso que, tentando ajudar, inevitavelmente vai fazer merda. Já o dragão de ouro com o negro seria, talvez, um filósofo negativo.

Enfim, sei que todos os gatekeepers que consomem meus vídeos e postagens estão dizendo o que pode e o que não pode fazer, instigando a mediocridade para fazer a comunidade abandonar a criatividade em um jogo imaginativo e pensar sempre da forma convencional. O que é estranho, porque no próprio Draconomicon da terceira edição diz que pode haver essas misturas.

Lá explica que os cruzamentos entre espécies de dragões não são desconhecidos, mas são muito raros. Um dragão desse normalmente é abandonado à sua própria sorte, mas às vezes, se ambos os pais tiverem boas relações, podem cuidar dele até que ele atinja a idade adulta!

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