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| Abolete D&D 4e. |
Podemos ter mares dominados por aboletes em pouco tempo nos mundos de D&D!
Um abolete, segundo conteúdos oficiais, pode gerar até 3 ovos a cada 5 anos, com incubação de aproximadamente 5 anos e maturidade por volta dos 10. E qual o problema? São seres literalmente IMORTAIS, o que significa que o crescimento é exponencial.
Veja bem. Em mil anos, gerando um filho a cada cinco anos, um abolete teria 200. E esses 200 gerariam mais quarenta mil. Na quarta geração, com filhos, netos, bisnetos e assim por diante, teríamos 1 bilhão. Obviamente, como são imortais, há muito mais aboletes hoje do que há milhares ou milhões de anos, e seu crescimento é maior a cada era, e nada pode barrar isso — é claro, sem contar conflitos entre grupos diferentes, derrotas para outros seres e aventureiros que os enviam ao Plano Elemental da Água ou ao Far Realm (na versão mais recente de D&D).
De qualquer forma, há milhares ou milhões de anos atrás, eles já dominavam tudo antes dos deuses colocarem fim ao seu reinado. Se eles vivem milhões de anos, têm tempo de sobra para girar a manivela e se tornarem pragas em pouco tempo.
Uma espécie extremamente longeva, inteligente e capaz de multiplicar sua população ao longo de eras, lembrando-se de tudo, é absurdamente perigosa para o mundo. Pois não são apenas animais, mas seres bem mais inteligentes que humanos, anões, elfos e dragões. Basta manter reinos, redes de espiões e servos pra caramba andando na superfície e dominando cidades. Isso tornaria os aboletes seres mais comuns que goblins!
O que impede os mares de terem aboletes a rodo é que eles são egocêntricos demais e podem odiar uns aos outros, evitando coisar por eras. Mas em qualquer momento essa bomba populacional irá explodir e o bagulho vai cantar.
E você, o que acha desse assunto?!
Antes de dizer que é impossível ou inviável, saiba que este conteúdo é uma ideia de aventura e um convite para imaginar. Se você limita sua criatividade em prol de uma visão rígida de coerência, convido-o a reconsiderar sua opinião, que joga no lixo os pilares do RPG: a criação e imaginação.
O universo de D&D está cheio de elementos em aberto feitos para completarmos com nossas ideias. Explorar as possibilidades é mais importante do que a coerência rígida e o realismo que, SEMPRE, tentam nos fazer acreditar serem mais importantes. Deixe a coerência de lado e permita que a imaginação floresça livremente. Pois estamos falando de um peixe anfíbio falante capaz de controlar pessoas pelo poder da mente.
Enquanto viver e jogar RPG, sempre defenderei que se alguém questionar a matemática, a reprodução ou a coerência da hipótese, a pessoa está limitando a própria imaginação para ficar presa sempre nas mesmas ideias engessadas.

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