Sempre me perguntei das consequências ambientais de criaturas em D&D.
Acho que apenas um otyugh ou hidra seria suficiente para acabar com a fauna de uma floresta.
Assim como uma infestação de goblins tem tudo para matar de fome cidades próximas. Se a cidade que vive só de caça não conseguir dar conta de uma horda de goblins, vai chegar ao fim.
Claro que goblins podem comer outros goblins, plantas e até carniça, mas ainda assim todo coelho, lobo, ave e cervo acabariam porque eles caçam por esporte e não apenas por fome. O pior é que fazendas próximas (que são grandes fontes de alimento de cidades) seriam saqueadas por eles. Pensa comigo, se fazendas são saqueadas e a caça é extinta, a única carne que sobra são a dos próprios invasores.
A consequência de uma invasão goblin seria pesada. Rios poluídos. O preço de um ovo de galinha vai custar o mesmo que uma armadura, 25 peças de ouro uma sopa fedida da taverna, e a única carne que tem ou é questionável ou muito ruim.
E o mais louco, é que caçar certos monstros pode ser proibido porque eles controlam a infestação. Imagine que os jogadores matem uma hidra e liberem um território, fazendo goblins que tinham medo daquela região se espalharem por ela. Assim, indiretamente, os heróis podem se tornar inimigos do reino.
É claro que Clérigos e Paladinos podem usar a magia Criar Alimentos para alimentar essas cidades em tempos de crise.
Todavia, se clérigos e paladinos são responsáveis por manter uma cidade alimentada, no mínimo bem importantes politicamente se tornariam.
O resumo da teoria é que, se uma horda goblin se expande muito, vai acabar com a caça e saquear fazendas, fazendo cidades próximas morrerem de fome. Penso que se a fazenda tenha silos de trigo se safe, pois goblins não sabem moer o trigo para fazer pão. Não é da cultura deles. Mas infelizmente, não é incomum goblins queimarem o trigo.
E caso eles acabem com tudo em uma região, poderiam migrar para outra área.
Goblins em cenários de D&D
Seria extremamente vantajoso para hobgoblins ou bugbears um amontoado tão grande de goblins. Se isso ocorrer, os problemas triplicam.
Outra coisa é que eles poderiam plantar cogumelos e usar lobos e worgs como montaria. Se domesticar e plantar, podem ficar na região por tempo indeterminado.
Pensar goblins ecologicamente desloca o foco do encontro individual para a dinâmica regional. Eles deixam de ser apenas um inimigo recorrente e passam a funcionar como um fator constante de pressão sobre o cenário, alterando o mapa, a economia e as decisões políticas a longo prazo.
Mas e aí, já tinha pensado na ecologia de goblins em cenários comuns?

0 Comentários